União Saúde
Quem tem, tá bem

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03
mar 2014

Gesto de Amor

Gesto de Amor

Gesto de Amor

 

Se você apostou na saúde como meta do Ano Novo e ainda assim continua inerte, sedentário, estacionado na vaga de planejamento, então você não está parado... está andando de ré, na contramão das próprias promessas, fugindo do compromisso com quem mais importa na sua vida: você mesmo.

Quando nós somos jovens, temos tempo e saúde, mas falta dinheiro pra viver como queremos. Então nos tornamos adultos com dinheiro e saúde, mas aí falta tempo para desfrutar o que temos. Provavelmente na maturidade, vamos conciliar tempo e dinheiro, mas só viveremos em plenitude se tivermos saúde. Por isso, precisamos nos preparar desde sempre. Pra maturar sem saturar, sem condenar a morada mais precisa e precisa e preciosa que habitaremos. Nosso corpo é um presente perfeito que recebemos antes de nascer. Sem par, sem similar, sem manual de instrução. Funciona enquanto dormimos, reage ao frio, com arrepio... ao calor, com suor... ao medo, com adrenalina.. a uma canção, com descompassos no coração. Como um sistema de alta tecnologia, nos oferece uma performance de ponta, desde que usado com critério e usufruído com cuidado.

Seja no Réveillon, no fim do verão ou na mais ordinária segunda feira, a saúde merece ser promovida à prioridade. E falo aqui no singular! Com a experiência de quem se mantém atenta e ativa em qualquer estação ou ponto cardeal, com liberdade ou na maternidade. Aprendi que “cuidar-se” não admite plural! Quando elegemos uma série de prioridades e colocamos a saúde no balaio da casa, do trabalho, da família e do sucesso, as metas brigam entre si,  se digladiam, nos sabotam. O cérebro, sábio, só corresponde a uma prioridade. Se for a saúde, meu corpo será meu aliado, jamais um inimigo bombardeado com parâmetros insanos pra perder peso e esticar a pele. Estabelecendo um pacto perene com autocuidado, vou lembrar da saúde em casa refeição, a cada renúncia, a cada chance de treinar os músculos e domar o coração. Sem fraudes ou transgressões, posso virar o jogo, mudar os dados, irreversivelmente. Proclamar-se protagonista da própria vida, responsável pela situação no presente e condição no futuro, é incompatível com comprometimentos temporários. Não basta apertar os tênis. É preciso soltar as amarras. Corajosamente, se desvencilhar dos pesos que nos prendem, sejam eles quilos ou culpas. Cuidar-se não implica descuidar dos outros. Não é um ato egoísta. É um gesto de amor! Um corpo disciplinado produz melhor.  Um coração treinado rende mais. E é me aprimorando – e não me entregando – que vou cuidar mais de quem merece meu melhor.

Fonte: Ana Lavratti – Crônica Diário Catarinense


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