Horário de Atendimento

Seg a Sex:

7:30 às 18:00h


Nossos

Telefones

(47) 3274-7700

0800 47 5005


Fax

(47) 3274-7706

(47) 3274-7716


Aviso aos usuários:

Lembrem sempre de desmarcar suas consultas quando não puderem comparecer, com no mínimo 24h de antecedência! Alguém pode estar precisando da sua vaga!


Mapa dos Postos de Atendimento

Encontre nossos

Postos de Atendimento


Abramge

Ans Agência Nacional de Saúde Suplementar

Curiosidades » Livres das injeções de insulina »


(2/5/2009 - UOL)     

 

Um novo tratamento poderá livrar portadores de diabetes tipo 1 das aplicações de insulina. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto testaram o uso de células-tronco dos próprios pacientes após o emprego de um curto período de quimioterapia para tratar a doença. O resultado inédito foi a volta da produção de insulina pelos pacientes e a suspensão por tempo indeterminado das injeções do hormônio na maioria dos casos. O diabetes tipo 1 acomete principalmente crianças e jovens. Mais rara que o diabetes tipo 2, a doença é considerada uma disfunção do sistema imune, que resolve atacar as células do corpo produtoras de insulina, um hormônio que regula o nível de açúcar no sangue. Como o organismo produz cada vez menos insulina, os pacientes são obrigados a receber injeções diárias da substância por toda a vida.

“Essa é a primeira vez que pacientes conseguem voltar a produzir insulina”, comemora o endocrinologista Carlos Eduardo Couri, um dos autores do estudo. “Normalmente, os níveis do hormônio no sangue dos diabéticos reduzem-se a cada ano, mas nós conseguimos o contrário.”


O estudo começou em 2003, quando 23 pacientes com diabetes tipo 1 recém-diagnosticado tiveram o sangue coletado. Durante cinco dias, eles passaram por sessões de quimioterapia, tratamento que representa uma forte agressão ao sistema imune. No sexto dia, os pacientes receberam as células-tronco extraídas do sangue coletado e elas promoveram a regeneração de seu sistema imunológico.


Produção natural de insulina


Ao longo de quatro anos, os pacientes, que tinham entre 13 e 31 anos, foram acompanhados periodicamente. Todos eles apresentaram significativo aumento na produção de insulina e doze conseguiram se ver completamente livres das aplicações do hormônio sintético.

Apesar da volta da produção natural de insulina, três pacientes precisaram continuar recebendo as injeções ininterruptamente e oito receberam o hormônio sintético por alguns meses – ainda que em quantidades bem menores que as usadas antes do tratamento.


“É bom lembrar que nós não falamos em cura”, alerta Couri. “O diabetes é uma doença crônica que requer controle constante. Só o tempo vai dizer se eles estão realmente curados ou não.”


Tratamento combinado


Em dois pacientes que não tiveram aumento na produção de insulina suficiente para a suspensão das injeções, a equipe de pesquisadores testou um medicamento indicado somente para pacientes com diabetes tipo 2, chamado sitagliptina.

“Essa droga é recente e apresenta excelentes resultados em pacientes com o tipo 2 da doença, mas nunca havia sido testada em pacientes com o tipo 1”, diz Couri. Os médicos esperavam que a droga ajudasse a estimular a produção própria de insulina, mas se depararam com um quadro ainda melhor: a produção se normalizou com o uso de um comprimido por dia, e os pacientes não precisaram mais do hormônio sintético.


Couri alerta que, apesar dos bons resultados, a droga não deve ser utilizada por pacientes que apresentam o tipo 1 da doença. “Utilizamos somente nesse caso específico. A sitagliptina ainda precisa de muitos estudos para ser indicada a esses pacientes.”


O estudo foi publicado na edição de 15 de abril do periódico da Associação Médica Americana
(Jama). A equipe continua trabalhando em busca de tratamentos menos agressivos e mais baratos para o diabetes tipo 1. Agora, eles estudam o uso de células-tronco mesenquimais, presentes na medula óssea, que poderiam bloquear a ação do sistema imune contra células do próprio corpo sem a necessidade do uso anterior de quimioterapia para debilitá-lo. 

 

Fonte: Portal diabetes


« Voltar | Ir ao Topo